quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A função social do boteco


O botequim tem, por assim dizer, uma função social: descontrair o
espírito e fazer aflorar as identidades no intuito de favorecer a
conversa. Os assuntos surgem naturalmente e vai-se falando de
tudo um pouco. Política, futebol, vida alheia, a melhor cachaça do
país, tudo é debatido. Isso sem esquecer que o bom papo de
botequim é livre de censura, cobranças e pudores.

O botequim funciona quase como um espaço para terapia de
grupo, em que todos aprendem com as experiências alheias.
Ele não escolhe ou discrimina seus freqüentadores, ao contrário,
unifica-os em um universo feito de pluralidade e, naturalmente,
de uma boa cerveja gelada e muita conversa fiada.

(Trecho do livro Rio Botequim de Guilherme Studart).


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

VOU- ME EMBORA PRA "GUARATUBA"




Vou-me embora pra "Guaratuba"
Lá sou amigo da "Maria Helena"
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra "Guaratuba"

Vou-me embora pra "Guaratuba"
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei em pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água



Pra me contar as estórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra "Guaratuba"

Em "Guaratuba" tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide a vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
-Lá sou amigo da "Maria Helena"-
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra "Guaratuba".

(Livre adaptação de:
Vou-me Embora pra Pasárgada
-Manuel Bandeira)

sábado, 25 de julho de 2009

O narguile, da Antiguidade aos nossos dias.


Jean-Léon Gérôme, A Acendedora de Narguile
Colecção particular, Genebra

O narguile original veio da Índia e era muito primitivo, feito de casca de coco(o nome origina-se do persa nârgil, que significa“coco”).
Chegou primeiro ao Irã e depois ao resto do mundo árabe, tornando-se parte fundamental da cultura das casas de chá turcas na época de Murat IV (1623 a 1640).
(O narguile simboliza a hospitalidade, serenidade e a harmonia.)
Até recentemente todas as casas de chá em Istambul tinham um canto especial para os fumantes de narguile. Eram os primeiros clientes: ao amanhecer, esfregando os olhos, sentavam-se num sofá e aguardavam o narguile da manhã antes de ir trabalhar. A maior parte dos fumantes possuia narguile próprio nas casas de chá.
Hoje os lugares para fumar narguiles, chamados de "bar de narguile" podem ser contados a dedos. A maioria dos famosos cafés onde a atmosfera peculiar do narguile prevalecia desapareceu. Mas há ainda alguns bairros onde alguns cafés "sobreviveram" em Istambul : eles se encontram perto do grande bazar, em alguns pontos turísticos e em alguns bairros específicos de Istambul. Os bares de narguile são perfumados com o cheiro de várias essências de tabacos de narguile (rosa, menta, laranja, etc.). Ao fumar, os turcos tomam também um chá preto turco ou um café turco e jogam gamão ou baralho. Os turistas geralmente adoram o chá de maçã. Não é servido bebida alcoólica nestes bares de narguile.

domingo, 19 de julho de 2009

sábado, 18 de julho de 2009

Mais uma dose - Gabriel , o pensador.

Exploração da mão de obra,coitado!

Solução para a crise econômica


"Mês de agosto, às margens do mar. Chovia muito e o vilarejo estava totalmente abandonado…

Eram tempos muito difíceis e todos tinham dívidas e viviam de empréstimos.

De repente, chega ao vilarejo um turista muito rico. Entra no único hotel do vilarejo, coloca sobre o balcão uma nota de 100 reais e sobe as escadas para escolher um quarto.

O dono do hotel pega os 100 reais e corre para pagar sua dívida com a peixaria.

O dono da peixaria pega o dinheiro e corre para pagar o pescador.

O pescador pega o dinheiro e corre para pagar a prostituta do vilarejo, que por conta da crise, trabalhou fiado.

A prostituta corre para o hotel e paga o dono pelo quarto que alugou para atender seus clientes.

Nesse instante, o turista desce as escadas após examinar os quartos, pega o dinheiro de volta, diz que não gostou de nenhum dos quartos e abandona o vilarejo.

Ninguém lucrou absolutamente nada, mas toda a aldeia vive hoje sem dívidas, otimista por um futuro melhor…."